Glaucoma congênito: cuidados que evitam a cegueira irreversível

Glaucoma congênito: cuidados que evitam a cegueira irreversível

O glaucoma congênito é considerado a forma mais rara da doença e é, na maioria das vezes, hereditário e consiste no aumento da pressão intraocular em crianças e recém- -nascidos. Este tipo de glaucoma causa o crescimento acelerado dos olhos, deixando-os desproporcionais.

O mecanismo consiste no bloqueio da passagem do humor aquoso – líquido que fica no interior do olho –, fazendo com que a pressão intraocular aumente, causando danos no nervo óptico. A cirurgia é o tratamento padrão (trabeculotomia ou goniotomia) e consiste na remoção de tecidos anormais que obstruem a drenagem do humor aquoso.

Ao nascer, a criança acometida da doença apresenta o globo ocular aumentado, com uma córnea grande e fosca. O glaucoma congênito pode acometer um ou os dois olhos da criança, estar presente já ao nascimento ou surgir mais tarde, até os três anos de idade.

Diferente dos adultos, as crianças e bebês apresentam sintomas:

• Lacrimejamento excessivo, chamado epífora;

• Sensibilidade à luz;

• Piscar excessivo dos olhos, chamado blefaroespasmo, particularmente diante de luz brilhante;

• Olhos irritados e vermelhos;

• Olhos esbugalhados e grandes, sintoma particularmente perceptível quando o glaucoma ocorre em um olho apenas.

É importante saber que o diagnóstico precoce ajuda na eficácia do tratamento. Nesse aspecto, a obrigatoriedade do Teste do Olhinho foi um avanço em alguns estados e cidades brasileiras, como: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais, Santa Catarina e Mato Grosso. Quando aplicado, o exame é capaz de identificar doenças que produzem opacidade no olho, como catarata congênita, os tumores da infância, as doenças infecciosas, a retinopatia da prematuridade e o glaucoma da infância, quando se apresenta com alterações da córnea, como o edema. A importância do teste foi reconhecida pela Agência Nacional de Saúde (ANS) em 2010, que passou a fazer parte do rol de exames nas maternidades privadas do Brasil.

O glaucoma congênito não tratado é uma das principais causas de cegueira infantil (20%). Para o diagnóstico precoce é importante que os pais e cuidadores investiguem o histórico familiar (50% com histórico familiar), levando as crianças ao oftalmopediatra logo no primeiro mês de vida se identificarem alguns dos sinais ou sintomas acima descritos.

Fonte: Revista Veja Bem – CBO (http://www.cbo.net.br/novo/publicacoes/revista_vejabem_13.pdf)

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