Como é feito o diagnóstico do Glaucoma?

Como é feito o diagnóstico do Glaucoma?

O médico oftalmologista é único profissional que poderá fazer com segurança o diagnóstico de glaucoma. Ele terá condições de indicar os testes mais específicos, de acordo com cada caso. Vamos entender melhor como funcionam, os exames, geralmente, indicados pelos especialistas:

Avaliação da pressão do olho: O objetivo é avaliar a pressão interna do olho (intraocular). Para isso, é usado um colírio anestésico para que seja aplicada uma pequena pressão sobre o olho, com o objetivo de verificar a pressão intraocular. O aparelho usado no exame é chamado de tonômetro.

Avaliação do nervo óptico: Chamado de fundoscopia, neste exame é analisada a aparência do disco óptico (porção intraocular do nervo óptico), sua forma e cor, identificando, assim, a presença de lesões que possam ter sido causadas pelo glaucoma. Para o exame adequado do fundo de olho torna-se necessária a dilatação da pupila.

Avaliação do campo visual: A perimetria auxilia o oftalmologista na identificação de perdas do campo de visão ocasionadas pelo glaucoma. Durante o exame, o especialista orienta que o paciente olhe para frente sem movimentar os olhos. O exame consiste em testar várias áreas da retina com pequenos estímulos luminosos e o paciente deverá assinalar sempre que perceber a luzinha: portanto trata-se de um teste que necessita da atenção do paciente. São testados cerca de 350 pontos e com isso faz-se um mapeamento do campo de visão do paciente.

Avaliação do ângulo da câmara anterior: O exame se chama gonioscopia e permite avaliar uma porção muito importante do olho, onde se processa a drenagem do humor aquoso. É um exame fundamental para a avaliação dos diversos mecanismos que podem estar envolvidos, e ajuda a identificar o tipo de glaucoma. O exame é feito com a colocação de uma lente especial sobre o olho que, através de um pequeno espelho, permite estudar o ângulo formado entre a íris e a córnea. Dentre várias utilidades, permite separar duas categorias importantes de glaucoma: de ângulo aberto ou ângulo fechado.

Avaliação da espessura da córnea: A paquimetria permite correções nos valores da tonometria, em situações de córneas muito finas ou muito espessas, proporcionando maior precisão na avaliação da pressão intraocular.

Exames de imagem: São recursos importantíssimos para a avaliação das estruturas intraoculares no glaucoma, tanto no acompanhamento da doença estabelecida como também nos casos suspeitos: retinografia colorida, retinografia aneritra, tomografia de coerência óptica (OCT), topografia de disco óptico (HRT).

O glaucoma primário de ângulo aberto, responsável por 80% dos casos da doença, que antes evoluía para a cegueira, já pode ser controlado. A doença é assintomática no início, aparece com maior frequência a partir dos 40 anos e a sua principal característica é o aumento da pressão intraocular. No início, ela compromete a visão periférica e vai estreitando o campo visual progressivamente até o paciente ficar cego.

Fonte: Revista Veja Bem – Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) (https://www.cbo.net.br/novo/publicacoes/revista_vejabem_13.pdf)

 

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