Glaucoma: sintomas, tipos, causas e tratamento da doença

Glaucoma: sintomas, tipos, causas e tratamento da doença

O Glaucoma é um conjunto de diversas doenças distintas que atingem o nervo óptico, ocasionando na perda de células da retina que são responsáveis por enviar impulsos nervosos ao cérebro. Na maioria dos casos, vem acompanhado de pressão intraocular elevada, mas pode ocorrer devido à “baixa pressão”. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença é a segunda maior causa de cegueira no mundo, ficando atrás apenas da catarata. Os principais tipos são: Glaucoma congênito, crônico ou de ângulo aberto, agudo ou de ângulo fechado.

Um exame ocular pode ser realizado para identificar o glaucoma. O médico irá examinar o interior do olho, observando através da pupila, que geralmente é dilatada. O especialista realiza um exame completo do olho para confirmar o diagnóstico. O acompanhamento oftalmológico é fundamental para evitar a doença ou para que seja diagnosticada de forma precoce, aumentando as chances da eficácia do tratamento.

“A forma congênita surge desde o nascimento. Os recém-nascidos apresentam globos oculares aumentados e córneas embaçadas. O tratamento é realizado através de forma cirúrgica. Esse é um tipo raro e precisa ser tratado imediatamente quando descoberto. Os seus principais sintomas são: Olhos vermelhos, sensibilidade à luz, lacrimação em excesso, nebulosidade na parte frontal do olho e aumento de um olho ou de ambos”, explica o médico oftalmologista, Dr. Sergio Passerotti.

Já o glaucoma crônico ou de ângulo aberto é o tipo mais comum da doença, onde a pressão ocular aumenta gradativamente, gerando o dano no nervo óptico e fazendo com que a visão fique muito prejudicada com o passar do tempo. “Em geral, as pessoas não apresentam sintomas até a perda da visão, o que indicada a gravidade da doença. Com o passar do tempo, ocorre a perda gradual da visão periférica lateral”, alerta Passerotti.

Os casos de tipo agudo ou de ângulo fechado estão diretamente ligados à pressão ocular, e ocorre quando ela sobe por conta de um bloqueio súbito na drenagem do humor aquoso (líquido natural que compõem a parte interna dos olhos). Seus principais sintomas são dores graves nos olhos, náuseas e vômitos, visão embaçada ou baixa, olhos avermelhados e olhos com aparência inchada.

Fatores de risco

A doença ocular possui um caráter hereditário, onde familiares de portadores apresentam maiores chances de desenvolvê-la. “Além desse fator de risco, existem outros que podem influenciar diretamente no surgimento da doença: Pressão intraocular elevada; Idade acima de 60 anos ou acima de 40 anos para casos de glaucoma agudo; Histórico familiar da doença; Doenças como diabetes, problemas cardíacos, hipertensão e hipertireoidismo; Uso prolongado de medicamentos à base de corticosteroides; Doenças nos olhos, como tumores, descolamento de retina e inflamações”, detalha o médico oftalmologista.

Não existe cura para a doença, porém, há diversas formas de tratamento para que a perda da visão seja controlada, além de contribuir com melhor a qualidade de vida do portador da doença.  “O objetivo do tratamento é reduzir a pressão ocular. Dependendo do tipo, o glaucoma pode ser tratado por meio de medicamentos ou até mesmo cirurgia, de acordo com as condições do paciente e recomendações médicas”, orienta Dr. Sergio Passerotti.

 

 

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